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Anderson Triacca - Meu Esconderijo Público -

Anderson Triacca | Meu esconderijo público

Perpectivas de Mídia10/06/2008

De tempos em tempos teóricos da comunicação colocam em xeque a propaganda tradicional, ora dizendo que outras áreas da comunicação como: promoção de vendas/patrocínios/eventos vão dominar os investimentos, ora afirmando que Internet veio para revolucionar e acabar com todas as mídias, reinando absoluto em um grande oceano de investimentos publicitários; mas como sempre, os publicitários estão descontentes e nem mesmo a Internet tem agradado a Gregos e Troianos.

A Internet está ai, crescendo a passos largos no número de usuários no país, com isso, cresce o número de empresas interessadas em atingir essas pessoas, pois como se sabe, a web cresce em meio as classes de maior poder aquisitivo.

Mas eu pergunto: o famoso “banner na home portal” continua cumprindo o que promete?

Ok, concordo que são milhares de impressões, mas com estimativas de cliques razoáveis. Os lucros para as agências são maiores, porém resultados para os clientes podem ser bem pequenos em termos palpáveis; entenda-se: venda direta!

Não se pode generalizar, pois cada cliente, cada produto, cada agência, tem um objetivo diferente para cada campanha colocada no ar.

O banner, fullbanner, pop-up, superbanner foram as primeiras peças de mídia online conhecidas no Brasil, porém essas mídias já chegaram quando o consumidor já estava cheio de ver tanta propaganda na TV, rádio, revista, rua, cinema…ele queria ver algo novo.

O Brasil está chegando a casa dos 40 milhões de usuários de Internet (segundo o Ibope, mas que para mim esse número é maior) e mesmo assim, as campanhas com peças tradicionais dificilmente apresentam resultados bons para os anunciantes. E como resolver isso? Inovando!

Inovar é preciso e não apenas porque “o cliente pede” mas principalmente por que o consumidor final pede, aliás, ele não só pede como exige!

Internet no Brasil existe há 10 anos; e se olharmos os consumidores há 10 anos atrás vamos perceber diversas mudanças, principalmente no comportamento de consumo. Hoje a informação está disponível a todos. Basta ter acesso ao Google.

Hoje as agências e anunciantes estão apostando em novas formas de divulgação, como os novos conceitos: no-media (mídia em qualquer lugar que fuja do tradicional, como por exemplo, o logo de uma marca de desodorante no cabide de uma lavanderia) e new media (novas mídias), o que podemos englobar tudo o que é online, independentemente se precisar ou não de acesso a web.

Novas mídias são o assunto do momento. Como já citei, anunciantes e agências estão desgastados com o “banner na home do portal”, aliás não apenas com essa forma, mas com os formatos tradicionais e quadrados dos portais, que quando geram um taxa de click (CTR) de 0,7 ou 0,8% são muito comemorados. As pessoas estão cansadas da mesmice. É preciso ser criativo e ousado para mudar, inovar. A Internet permite isso. Vamos descobrir!

A Internet é um canal de comunicação que trás inúmeras formas de entretenimento, relacionamento, comunicação, troca de experiências, dados, conteúdos.

Pode ela ser resumida em apenas banners ou pop-ups?

Aliás, eu acho até engraçado os portais comercializando nas agências e anunciantes o formato pop-up, que não são baratos por serem comprados em diárias, por outro lado, eles oferecem anti-pop para os usuários. Quem vai ver a campanha?

Felizmente há outras formas de impactar o consumidor no meio digital que não apenas nos sites da Internet, aliás, mesmo nos sites é possível impactar o consumidor com outras formas de mídia, carregadas de vídeos, imagens, sons e interatividade: Rich Media.

O celular é uma das formas de impactar e conquistar o consumidor no meio digital além da Internet, porém há Palm Tops, iPod, games, mídia de elevador, comunidades online, TV digital, marketing viral, blogs, joost, MP3, PodCast, Fóruns, Rádios online, Second Life, locais virtuais onde o consumidor passa boa parte do seu tempo se divertindo, não pensando em nada de estressante. Porque uma marca não pode lhe oferecer um serviço ou uma experiência agradável ao seu público nesse momento de descontração?

Gosto de defender novidades, novas mídias, novas formas de atingir o consumidor. O Brasil está chegando ao número de 110 milhões de celulares e poucas empresas aprenderam a trabalhar com essa mídia. E o celular tem mais uma vantagem: ele se tornou uma peça do vestuário. Tente sair de casa um dia sem seu aparelho e veja como a sua vida muda radicalmente.

São interessantes campanhas onde o consumidor compra um produto e manda por SMS o código de barras para concorrer a prêmios, aposto que dão excelentes resultados aos anunciantes e que o envio de SMS deve quase pagar o custo da campanha, mas para mim, isso nada mais é que uma evolução do “envie a sua carta com 5 códigos de barra para a caixa postal xxxxx e concorra a muitos prêmios”. Mas há outras campanhas para celulares que valem a pena participar e analisar, pois são muito bem feitas e que trazem retornos excelentes para os anunciantes.

O profissional de mídia online tem que pensar no comportamento do consumidor durante o dia. Lembro de ter assistido a uma aula onde o palestrante mostrava uma linha do tempo.

Essa linha mostrava o dia de um executivo, que acordava de manhã com o despertador do seu celular, ia para o trabalho ouvindo iPod; no elevador era impactado por uma mídia digital, chega na sua mesa, abre o MSN, acessa o orkut, descarrega as fotos do seu celular no computador, lê portais de notícias, abre seus e-mails (isso quando ele não acessa seus e-mails ou mesmo portais da Internet do seu celular/smartphone). Durante o dia ele usa o celular para ligar, enviar SMS; usa a Internet para pesquisas nos buscadores e pode até baixar MP3 ou algum programa em PodCast para seu iPod. No final do dia, ele volta para casa e acessa seu computador pessoal, pois na TV não há nada de útil; aliás, alguns teóricos acreditam que o maior causador da queda de audiência da Rede Globo não são suas concorrentes, são: Tv a Cabo e a Web.

Enfim, hoje, as pessoas estão atrás de novidades, de tecnologia. Celulares com câmera, acesso a Internet, iPods, Palm tops, comunidades online. O consumidor que ver e ser ouvido, quer participar e gasta dinheiro para tornar isso possível, basta agora as empresas saberem trabalhar de formas diferenciadas e atingir o seu consumidor onde ele está.

As marcas devem ser artistas, ou seja, devem dar shows para ficar na mente e no coração do consumidor, e como o grande Milton Nascimento profetizou: “todo o artista tem que estar a onde o povo está…”.

Autor: Felipe Morais

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Simples Solução para um Grande Problema09/05/2008

Problemas de Rotina

Quem de nós nunca se deparou com um problema cuja causa sequer imaginamos, e muito menos a solução?

Para qualquer prossional que lide com prestação de serviços esse tipo de coisa já faz parte da rotina, passar horas tentando resolver um problema através das soluções mais mirabolantes (geralmente encontradas em algum fórum da internet) e no final das contas acabar por resolver da forma mais simples, e ainda ficar imaginando: "se eu tivesse partido desse ponto desde o começo não teria sido tão maçante resolver".

Vocês nunca pararam pra pensar numa forma de poupar essas horas de tentativas frustradas?

Como isso ocorre

Nós temos o péssimo hábito de começar sempre da forma errada, sempre começando pelo problema. O problema nós já temos, o que precisamos é a solução! Murphy sempre viu o lado ruim das coisas(não deveria ser umas das personalidadas mais otimistas), enquanto Freud estudava um modo de entender como elas aconteciam.

Nós como humanos temos a tendência de pensar como Murphy, quando algo dá errado a primeira coisa que nos vêm à cabeça é: "Fudeu!". Mas não é assim que deveria ser. Nós ficamos sempre 100% focados no problema, e não na solução. Percebemos que temos um grande problema para resolver, e só ficamos imaginando como ele pode ter ocorrido, ou procurando alguém para colocar a culpa.

Ficando focados no problema, acabamos por nos extressar imaginando o que pode ocorrer caso não consigamos resolver o mesmo e no final das contas não fazemos nenhum tipo de progresso.

A Solução!

No lugar de ficar imaginando o que de ruim pode ter causdo o problema, devemos buscar soluções para o mesmo, sem perder tempo precioso se extressando com as causas. Faça uma lista de possiveis soluções e parta pra luta, você perceberá que o problema se resolve de uma forma mais simples do que esperado, e no final nos poupamos de todo o stress de ficar imaginando tudo de ruim que poderia ter acontecido.

Texto rápido passando uma lição que aprendí com um fax-moden hoje pela manhã. Então, vocês preferem ser Freuds ou Murphys?

Abraço a todos e até a próxima!

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Computação nas Nuvens09/05/2008

Na última década, Mountain View se tornou uma das principais cidades do famoso Vale do Silício, na Califórnia. Aqui fica o Googleplex: o conjunto de prédios foi montado pra reproduzir o ambiente de uma universidade. Mas é o quartel-general de uma empresa-símbolo do século 21.

E nesse campus, mais do que nunca, os engenheiros do Google andam com a cabeça bem acima das montanhas. Eles agora vivem nas nuvens. Decididos a nos levar com eles. O chamado 'cloud computing', ou 'computação nas nuvens', é um conceito. é o futuro. Na sua casa, só um teclado, um mouse e um monitor - ou qualquer aparelho parecido. O PC será apenas um chip ligado à internet, a "grande nuvem" de computadores.

As fotos da família, os vídeos, a planilha com as contas da empresa, os textos... Virtualmente, tudo pairando sobre nós. Você acessa seus dados de qualquer computador, em qualquer lugar. E mais do que isso: os programas também ficam nas nuvens. Você recebe em sua tela o processador de textos, o editor de fotografias, enfim, o software que bem entender.

Computadores baratos

Se tudo acontecer como imaginam os engenheiros do Google e de outras empresas que apostam na computação nas nuvens, num futuro próximo os computadores poderão ser muito mais baratos e usarão programas oferecidos quase sempre de graça, pela internet. Seria a definitiva inclusão das camadas mais pobres da população no mundo digital.

Eric Schmidt, presidente do Google"Eu diria que o computador do futuro é a internet", afirma Eric Schmidt, atual presidente do Google. "Hoje, se você tem um problema no computador, está tudo perdido, é terrível. Mas, com a computação nas nuvens, não importa se você usa o celular, o computador ou qualquer outro aparelho, tudo estará guardado na internet."

Com a informação na internet, os computadores vão precisar de menos capacidade, podem ser reduzidos a uma configuração mínima e tendem a ficar muito mais baratos.

"A computação nas nuvens é a maneira mais simples e barata de se ter acesso à internet. Pessoas com pouco dinheiro hoje não têm acesso a computadores. E nós poderemos oferecer esse acesso", diz Schmidt. Quem ouve, até pensa que o executivo está fazendo filantropia. Mas, não se engane, ele está sempre falando de negócios. De olho em competidores gigantes, como a Microsoft.

Se Schmidt e os engenheiros do Google estiverem certos sobre o futuro dos computadores, empresas mais tradicionais vão enfrentar dificuldades. Por isso a Microsoft tentou tanto comprar o portal Yahoo. Seria um jeito de trazer pro lado deles gente talentosa e produtos que já deram certo na internet, uma área em que a empresa de Bill Gates não teve o sucesso esperado.

Concorrência com Microsoft

A guerra pelo futuro da computação ainda vai ter muitos rounds e, certamente, poucos vencedores. Schmidt, no entanto, diz que não vê no fundador da Microsoft um rival. "Não, eu não tenho pesadelo com Bill Gates. Eles é que estão lutando contra nós", diz o presidente do Google. "Tentamos não brigar com a Microsoft porque, se você olhar pra história, as empresas que brigaram com eles acabam se dando mal justamente por terem gasto energia pra enfrentar a Microsoft."

Segundo Schmidt, também não faz parte dos planos do Google abocanhar o Yahoo. "Preferimos comprar pequenas idéias e integrá-las ao Google." A última grande aquisição custou o equivalente a R$ 5 bilhões. Foi o site Doubleclick, pra ampliar as vendas de publicidade, o que, por enquanto, é a maior fonte de renda do Google.

Mas o sonho de quem inventou a ferramenta de busca mais poderosa da internet é continuar sendo o berço das inovações. Por isso, os funcionários dedicam 20% do tempo de trabalho pra projetos pessoais. Isso mesmo: a empresa paga pra eles inventarem o que bem entenderem. Foi assim que nasceram, por exemplo o Gmail e o Orkut.

O padeiro do Google

Craig Silverstein, diretor de tecnologia do GoogleMas a pergunta agora é por quanto tempo as coisas vão continuar desse jeito. Será que o passado ajuda a responder? Conheça Craig Silverstein: quando a empresa era pequena, ele era conhecido como Craig, o padeiro. Duas vezes ao dia, na cozinha do escritório, trocava o computador pela farinha. "Eu preparo o pão e saio oferecendo aos colegas", dizia Craig.

Em outubro de 2000, Craig Silverstein era o diretor de tecnologia de uma empresa com apenas duzentos funcionários. Um jovem sonhador, de classe média, em seu primeiro emprego.

Oito anos depois, Craig, de barba e com muito menos cabelo, é um discreto milionário no bandejão da empresa. Ele conheceu o sabor da fortuna quando o Google fez sua primeira oferta de ações, em 2004. O diretor deixou de ser o padeiro das horas vagas, mas não mudou o jeito de engenheiro sonhador. "O que é importante para mim é a tecnologia, as idéias. Encorajamos as pessoas a continuar fazendo coisas novas aqui dentro", afirma.

Assim os engenheiros que vivem ao pé das montanhas do Vale do Silício, com as mãos no teclado e a cabeça nas nuvens, se mantêm no limite da inovação tecnológica. E, mesmo quando trocam os computadores pela bicicleta ou pela a descontraída sinuca, jamais esquecem que a missão de todos aqui é inventar o futuro.

Fonte: http://gregoripavan.blogspot.com/2008/05/google-no-jornal-da-globo.html

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Orgulho de ser Brasileiro07/05/2008

Apropriação Indevida

Então quer dizer que a Luiza Parente dedica toda a sua vida à Ginástica Olímpica, faz todo o tipo de sacrifício pra ir às Olimpíadas e supera todas as barreiras pra ganhar o Ouro, tudo isso só para, no dia seguinte, patriotas por todo o Brasil se orgulharem: "Ganhamos o Ouro em Atlanta!"?

Ganhamos, é? Nós quem? Onde estava você quando a Luiza Parente treinava oito horas por dia? Você colaborou em alguma coisa? Levou lanchinho pra ela no intervalo? Emprestou dinheiro quando ela precisou? Fez vaquinha pra pagar a passagem, pelo menos?

Ah, então não fode.

Outra: "ganhamos de 3 a 1 do Vasco ontem!"

E eu pergunto: nós quem, cara-pálida? Você estava em campo? Você estava quiçá no banco? Você colaborou em alguma ínfima parte que seja da vitória? Então que porra é essa de "ganhamos de 3 a 1 do Vasco"? Quem ganhou de 3 a 1 do Vasco foram aqueles onze caras em campo, você não teve nada a ver com isso.

Ou, pior ainda: "O Brasil ganhou a Copa do Mundo! O Brasil, cara! O Brasil! Você não liga pro Brasil?"

Leva a mal não, mas o Brasil não cabe num estádio de futebol. Quem ganhou não foi o Brasil, quem ganhou foi uma equipe. Nem eu, nem você e nem o Brasil tivemos nada a ver com isso. Aliás, se você levar em conta como esse país é ingrato com seus atletas, é mais provável de terem ganho apesar do Brasil.

Dos Defeitos Todo Mundo Corre

Isaac Asimov, um dos poucos homens que admiro, conta uma história interessante. Ele era judeu e, uma vez, um de seus amigos judeus veio dizer, em tom de vitoriosa confidência, que os judeus eram zero vírgula alguma coisa da humanidade mas que tinham ganho trinta e tantos por cento dos Prêmios Nobel. Não é incrível? E ficou rindo sozinho, que nem um idiota.

O Asimov ouviu aquilo, pensou e respondeu: e você sabia que os judeus são também zero vírgula alguma coisa da população dos Estados Unidos, mas quase quarenta por cento dos gigolôs? O amigo ficou chocado. Sério? Sim, disse o Asimov. Faz você sentir vergonha de ser judeu, não é? E o outro: claro que não, não fui eu que fiz nada disso.

Bem, respondeu Asimov, esse número eu inventei agora, mas se você não sente vergonha pelas coisas ruins que não fez, por que sente orgulho das coisas boas que também não fez? Aqueles Prêmios Nobel também não foi você que ganhou.

Uma outra cena que sempre vejo: um pobre estrangeiro faz alguma crítica ao Brasil e, mesmo se for a coisa mais unânime do mundo, cai todo mundo de pau em cima do infeliz.

E eu tento defender: mas o que ele falou não está coberto de razão, meu deus?!

Claro que sim, respondem os patriotas, entre porretadas, e a gente está cansado de saber disso, mas ele não tem nada que vir pra cá falar mal da gente!

Orgulho de Ser Brasileiro

Acho muito estranho tantas pessoas dizendo que têm orgulho de ser brasileiros.

Eu não tenho orgulho de ser destro. Não tenho orgulho de ter 1,79m de altura. Não tenho orgulho de ter olhos e cabelos castanhos. Não tenho orgulho, muito pelo contrário, dos meus 100 kg.

Por que cargas d'água teria orgulho de ser brasileiro?

Ser brasileiro, assim como ser destro, não é nenhum mérito meu, não é nada que eu fiz, foi uma circunstância fortuita e totalmente fora do meu controle.

Faz tanto sentido ter orgulho de ser destro quanto de ser brasileiro.

Pessoas Vaidosas e Intragáveis

Eu devo mesmo entender tudo errado.

Enquanto vejo as pessoas tendo orgulho de ser católicas, vascaínas, cariocas, brasileiras, mangueirenses, circunstâncias fortuitas ou independentes de mérito pessoal, aquelas pessoas que têm um justificado orgulho das coisas que realmente fizeram, dos seus feitos individuais, são rotuladas de arrogantes, vaidosas, insuportáveis.

Outro dia, mais um escritor famoso veio dizer, em entrevista, que Gilberto Freyre era intragável de tão vaidoso. Tudo bem, Freyre era reacionário e tinha várias atitudes políticas indefensáveis, como apoiar toda e qualquer ditadura que visse pela frente, mas o homem foi um dos maiores gênios que o Brasil produziu. Casa Grande & Senzala é, na minha modesta opinião, a maior contribuição brasileira à cultura mundial, uma idéia límpida, bem defendida e insightful, que coloca Freyre no panteão dos grandes pensadores da humanidade. Ele tinha todo o direito de ser vaidoso e de ter orgulho do que fez.

Dizem que Washington Olivetto também é assim. Não conheço o Olivetto. Mas, se for, é porque tem todo o embasamento empírico para tanto: o homem é um dos profissionais mais premiados e reconhecidos da sua área em todo o mundo.

Ou seja, as pessoas se orgulham de uma goleada da seleção, da qual não participaram em absolutamente nada, mas rotulam de vaidoso e arrogante um homem que tem orgulho de sua própria obra.

O Olivetto, pelo menos, tem orgulho dos gols que ele mesmo marcou.

Vidas Vazias e Medíocres

A façanha de Portugal nos séculos XV e XVI foi realmente incrível, mas os homens que a realizaram estão todos mortos. Não temos nada a ver com isso. Aos portugueses de hoje, só resta ler Camões e João de Barros e chorar pitangas.

Ter orgulho dos feitos dos outros é o cúmulo da babaquice. Sejam os outros a seleção brasileira, a Luiza Parente ou os navegadores portugueses do século XVI.

Por trás de todo patriotismo cego e ufanista estão pessoas pequenas, sem conquistas próprias das quais se orgulhar, tentando se apropriar indevidamente dos feitos dos outros.

Coletivo vs Individual

Naturalmente, a explicação está na velha dicotomia entre individual e coletivo.

O sucesso do indivíduo é sempre exclusivo. Gilberto Freyre é um gênio porque os outros não são. Os medíocres não têm como embarcar no sucesso de Freyre para alimentar seus próprios eguinhos. Para eles, o orgulho de Freyre por seu sucesso é um tipo de egoísmo, pois estão explicitamente excluídos dele.

Já as conquistas coletivas, militares ou esportiva,s se prestam mais à difusão entre a massa dos sem-conquistas. A ponte entre "Luísa Parente ganhou o ouro em Atlanta", "O Brasil ganhou o ouro em Atlanta" e "Ganhamos o ouro em Atlanta", da terceira para a primeira pessoa, é automática e relativamente indolor, permitindo que pessoas pequenas, que não têm nada do que se orgulhar, possam se apropriar indevidamente da conquista do outro e sentir aquele calorzinho de auto-estima que suas próprias vidas não lhes proporcionam.

Quando um medíocre reclama da vaidade ou arrogância de quem se orgulha dos seus próprios feitos, ele está na verdade ressentido por não poder se apropriar dessas conquistas com a facilidade que se apropria do penta.

Fonte: http://www.interney.net/blogs/lll/2008/05/05/orgulho_de_ser_brasileiro/

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E a Usabilidade?24/04/2008

Navegando me deparei com esse site http://www.dontclick.it/, onde o desenvolvedor propôs uma nova idéia de navegação, sem cliques. Você navega pelo site através do movimento do mouse.

No começo é estranho, mas com o tempo você se acostuma. Pra mostrar como é difícil mudarmos para uma interface diferente quando estamos acoscumados com um padrão.

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